sábado, 29 de janeiro de 2011

Cole Porter - Ele Nunca Disse que me Amava

"Elsa foi minha melhor amiga. Foi por causa dela que eu me tornei uma espécie de 'causa célebre' entre a elite, muito antes do público me conhecer. Ela me tornou simplesmente indispensável." (Cole Porter)

No ano de 2000 a dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho lançaram o musical Cole Porter - Ele Nunca Disse que me Amava que contava com nomes como Ada Chaseliov, Gottsha e, claro, Ivana Domenico no elenco.
Ivana vivia Elsa Maxwell, uma famosa colunista de fofocas amiga indispensável de Cole Porter (vivido em voz por Cláudio Botelho), que deu total visibilidade ao compositor dentro da elite. Além de Elsa, outras personagens lendárias também fizeram parte do musical, dentre elas estavam Ethel Merman (a primeira grande diva da Broadway e preferida de Cole, vivida por Gottsha), Linda Porter (esposa de Cole, vivida por Ada Chaseliov), Kate Porter (a mãe de Cole, vivida por Inez Viana), Madame M (a fictícia morte, vivida por Stella Maria Rodrigues) e Bessie Marburry (a agente do compositor, vivida por Alessandra Verney).
O musical ficou em cartaz até maio de 2004, encerrando sua turnê numa longa temporada em São Paulo. No elenco passaram nomes como Kiara Sasso, Paula Capovilla, Sara Sarres, Patrícia Levy, Neusa Romano, Amélia Gumes, Ana Taglianetti, Regina Rastelli, Andrezza Massei, Kakau Gomes e Adriana Garambone.

Cole Porter - Ele Nunca Disse que me Amava

 Kate Porter, Bessie Marbury, Elsa Maxwell, Linda Lee e Ethel Merman. Essas mulheres contam a vida de um homem. Um homem frágil, franzino e mentiroso, mas um homem genial, de um talento exuberante, capaz de criar mais de 800 composições para musicais da Broadway e de Hollywood, das quais pelo menos cem atravessaram o século e são cantadas até hoje. Um homem muito carismático, que viveu com extravagância os considerados "anos loucos", sempre com muito luxo, muitas viagens e muitas festas. Um "bon vivant". Um homem que quando sentava ao piano, tudo parava. Seu nome: Cole Porter.

"Cole Porter - Ele nunca disse que me amava" é uma celebração do talento e da genialidade de um dos maiores compositores deste século. Repleto de picardia, bem típica da personalidade de Cole, a comédia musical extrai este fino humor da extravagância, dos bons e dos maus costumes dos chamados "anos loucos".

A figura de Cole Porter não aparece em cena. Seis mulheres da sua vida (cinco reais - mãe, agente, promoter, esposa e atriz - e uma fictícia - a morte) narram a sua história e revelam a personalidade dúbia e contraditória de Cole, bem como o fascínio e o repúdio que causava a todos que o cercavam.

Porter compôs mais de 800 canções para o teatro. Pelo menos cem delas são indiscutíveis sucessos mundiais e são cantadas até hoje. No espetáculo, serão interpretadas 39 canções que pontuam a trajetória de sua vida. Não há uma preocupação cronológica na apresentação dessas canções; elas estão entrelaçadas a partir do contexto da ação teatral.

Além de sucessos - indispensáveis aos fãs do artista - como "Night and Day", "I Get a Kick out of You" ou "Everytime we Say Goodbye", o público que for assistir ao espetáculo, conhecerá algumas composições não tão famosas, praticamente inéditas no território nacional. As composições "clássicas" serão preservadas em inglês, com seus arranjos originais. As menos conhecidas ganharão versão em português de Claudio Botelho.

Acompanham as afinadas vozes das atrizes, um piano, um baixo e uma bateria, regidos pelo maestro Breno Lucena.

Em dois anos de apresentações, entre Rio, São Paulo e Portugal, o musical Cole Porter - Ele nunca disse que me amava, parceria dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho com o produtor Cláudio Magnavita, foi visto por mais de 200 mil pessoas. Elogiado pela crítica dentro e fora do Brasil e colecionando fãs incondicionais por todos os lugares onde passou.

O musical nasceu quase por acaso, em 1999, quando os diretores ensaiavam um grupo de atrizes-cantoras para um musical. O projeto foi por água abaixo. Para não deixar as artistas na mão, Cláudio Botelho propôs que criassem um pocket-show de fim de ano só com músicas de Cole Porter.

- Tranquei-me em casa para escrever um pequeno texto de introdução para o espetáculo e, em menos de uma semana, acabou surgindo o musical inteiro - lembra o diretor.

O sucesso foi absoluto: dez meses de casa cheia no Café Teatro Arena de Copacabana, um mês de teatro lotado em São Paulo e também em Portugal, no Cassino Estoril. E mais três temporadas: em 2001, no Teatro Leblon, em 2003, no Teatro Ipanema, e em 2004, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

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